Συγγραφέας
Amos Bronson Alcott
1799–1888
- Γέννηση
- 29 Νοεμβρίου 1799, Wolcott
- Θάνατος
- 4 Μαρτίου 1888, Κόνκορντ
- Υπηκοότητα
- Ηνωμένες Πολιτείες Αμερικής
- Ιδιότητα
- Ποιητής, φιλόσοφος, καθηγητής, συγγραφέας και παιδαγωγός
- Κίνημα
- Υπερβατισμός
Ζωή και έργο
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Amos Bronson Alcott (Connecticut, 29 de novembro de 1799 – Boston, 4 de março de 1888) foi um pedagogo e pedagogista americano.
Amigo de Ralph Waldo Emerson e de Henry David Thoreau, devotou muito de sua vida à educação. Seus pais lutaram muito para sustentar a família e ele frequentemente veio em seu auxílio. Nos anos de 1840, Alcott ajudou a fundar duas cooperativas comunitárias – Brook Farm e Fruitlands. Esta última era uma comunidade vegetariana onde os membros evitavam até sapatos de couro. Durou muito pouco, menos de um ano e nem chegou ao inverno de 1844.
Alcott acreditava na pre-existência da alma. Via a criança não como uma tábula rasa mas vinda ao mundo com uma missão divina. Escreveu um manuscrito denominado Observações sobre a natureza espiritual das crianças, que era baseado na ideia de que cada criança tem uma alma que precisa ser nutrida e desenvolvida. Observava suas crianças e especulava sobre as razões do seu comportamento. Por exemplo, escreveu:"Ana é boa para teorizar por ela e por Louisa; mas Luisa, muita ligada à prática, demole constantemente os castelos ideais de Ana e irrita seu Espírito com rudeza gótica. Uma constrói, outra destrói. E nessa luta de forças contrárias, sua tranquilidade é perturbada..."(citado em Bedell, 1980, p.83)
Enquanto viveu na Filadélfia, ensinou na Escola de Cultura Humana (School of Human Culture) onde tentou nutrir o desenvolvimento espiritual das crianças. Embora permanecesse aí por pouco tempo, documentos e cartas da escola inspiraram sua amiga, Elizabeth Peabody, a ajudá-lo a criar uma nova escola em Boston em 1834. Denominada de Temple School, essa escola tem um lugar na história da educação holística. Era chamada de Temple (Templo) porque se localizava em duas salas no alto de um templo maçônico no Campo dos Comuns, em Boston. Elizabeth Peabody era um instrumento do trabalho da escola. Ajudou a recrutar estudantes, ensinou-os e registrou muitas das conversas de Alcott com seus estudantes. A escola abriu em Setembro de 1834 e 18 estudantes vieram no primeiro dia. Tinham entre 5 e 10 anos de idade e vieram de renomadas famílias de Boston. Alcott ensinou-os a ler e escrever simultaneamente. Entendendo que coordenação entre olho e mão era muito difícil para crianças muito jovens, antes que escrevessem, ele os fazia escrever as letras. (Bedell,1980,p.94). Queria que as crianças ao escreverem, expressassem seu sentimentos e pensamentos e não apenas copiassem alguma coisa de um livro. Em discussões encorajava as crianças a levantar e se expressar. Um estudante declarou: “Nunca soube antes que eu tinha um cérebro até que vim a esta escola” (Bedell, 96) Nunca usou punição corporal mas usava abandono ou ameaças de abandono.
Pelo inverno, as matrículas tinham dobrado. Elizabeth Peabody, que foi contratada para trabalhar apenas duas horas por dia, agora ficava o dia todo na escola e começou a elaborar um registro sobre a escola. De acordo com Bedell (1980), 'O Registro de uma Escola' é até hoje a melhor exploração das teorias de Alcott sobre educação (p.102). Publicado em 1835, o livro foi parte de uma movimento mais amplo de mudança social que incluía direitos da mulher e atividades anti-escravistas. Bedell sugere que 'O Registro de uma Escola' tornou-se “um símbolo de uma nova era no pensamento americano” (p.103). Alcott nunca esteve tão feliz ou sentiu-se mais preenchido; escreveu que tinha achado “uma unidade e uma satisfação” em sua vida (p.98).
Os traços mais incomuns da escola foram as conversações que Alcott mantinha com seus estudantes sobre assuntos espirituais. Elizabeth Peabody escreveu uma vez que “A educação depende de sua atitude em relação a alma” (citado em Howell, 1991, p.XVII). Alice Howell escreve sobre como Alcott era capaz de incorporar esta atitude nos seus ensinamentos:"Que a criança não é uma tábula rasa, Alcott prova isso, sem dúvida. Quando o lemos, redescobrimos que crianças são mais capazes de insights filosóficos e intuições do que usualmente pensamos, na verdade, elas se encantam quando são considerados seriamente como indivíduos cujas opiniões são merecedoras de respeito..." (p.XXXII)
Abaixo segue um exemplo de uma dessas conversas registradas por Elizabeth Peabody no seu livro Record of a School: 'Exemplifying the General Principles of Spiritual Culture' (1836). Esta conversação de estudantes ocorreu depois que Alcott leu uma passagem da Bíblia sobre João Batista no deserto. Ele perguntou aos estudantes: “O que veio à mente enquanto eu estava lendo?”
Josiah: O deserto me pareceu um grande espaço com areia, como aquilo que a gente vê num caleidoscópio. O sol estava brilhando sobre ele e fazendo-o borbulhar. Não havia árvores. João estava lá sozinho.
Edward J: Pensei que o deserto significasse bosques, com caminhos aqui e ali.
Lucy: Pensei em um espaço coberto com grama e flores silvestres e João andando sobre ele.
Charles: Pensei em um prado.
Alexander: Pensei em algumas árvores espalhadas sobre o campo, com abelhas nos troncos.
George K: Pensei em um lugar sem casas, com exceção da de João: e flores, árvores e colméias (Bickman, Vol.1,p.61)
Κείμενο: “Amos Bronson Alcott”, από τη Βικιπαίδεια, την ελεύθερη εγκυκλοπαίδεια, με την άδεια CC BY-SA 4.0. Ημερομηνίες και στοιχεία: Wikidata.

