作者
George William Russell
1867–1935
- 出生
- 1867年4月10日, 卢根
- 逝世
- 1935年7月17日, 伯恩茅斯
- 国籍
- 大不列颠及爱尔兰联合王国, 爱尔兰自由邦 和 英国
- 职业
- 诗人, 画家, 作家, 新闻工作者 和 编剧
生平与作品
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George William Russel (Lurgan, 10 de abril de 1867 — Bournemouth, 17 de julho de 1935), que escrevia sob o pseudônimo Æ (ou ainda A.E.), foi um escritor anglo-irlandês que apoiava o Movimento Nacionalista na Irlanda, além de um crítico, poeta e pintor. Ele também foi um escritor místico e espiritualista e o centro de um grupo de seguidores teosofistas em Dublin durante muitos anos. Não confundi-lo com o político liberal inglês George William Erskine Russell.
Russell é o autor de The Candle of the Vision, que é considerado como um dos livros mais influentes sobre misticismo publicado no século XX, além de ter produzido uma série de pinturas místicas altamente evocativas. Ele era amigo íntimo do teósofo W. B. Yeats, tendo-o conhecido na Escola de Arte de Dublin.
Visões e crenças
George relatou ter tido visões desde jovem, inclusive uma em que teria lhe sido revelado um novo nome: Aeon, o qual apenas mais tarde encontraria um significado em citações que desconhecia. Em outra, descreve no Song and its Fountains:"A Terra revelou-se a mim como um ser vivo, e a rocha e a argila tornaram-se transparentes, de modo que vi seres mais belos e nobres do que antes, e tornei-me parceiro na memória de coisas poderosas, acontecimentos em eras há muito afundadas no tempo."As visões se intensificaram aos 17 anos, por volta da época em que começou a amizade com Yeats. Conforme escreve em The Candle of the Vision:"Mas a qualidade luminosa gradualmente tornou-se normal em mim, e às vezes na meditação irrompia em mim um brilho quase intolerável de luz, rostos puros e brilhantes, deslumbrantes procissões das figuras mais antigas, antigos lugares e povos, e paisagens adoráveis como o Éden perdido. Estes pareciam a princípio não ter mais relação comigo do que imagens de uma rua de fora vistas refletidas em um vidro; mas às vezes a meditação se prolongava em esferas radiantes de realidade."Enquanto estudantes, ele e Yeats eram membros da Sociedade Hermética fundada por Charles Johnson e se interessavam em Teosofia. Johnson fundaria em 1886 a Loja da Sociedade Teosófica em Dublin, e Russell se tornaria um membro dela em 1890. Em Song and its Fountains, especula sobre a natureza da alma com base em suas experiências:""Olhando para o passado, tenho uma sensação vívida de um ser buscando a reencarnação aqui, começando com aquelas primeiras intuições de beleza e aqueles primeiros sonhos que foram seus precursores. Não era nenhuma coisa angélica, pura e nova de uma fundição de almas, que buscava encarnação, mas um ser manchado com a poeira e o conflito de uma longa viagem no tempo, carregando consigo desejos insaciáveis, vis e augustos, e, como eu adivinhei dele, miríades de memórias e uma secreta sabedoria. Não era simples, mas infinitamente complexo, como deve ser um ser que já esteve em muitos mundos e tudo o que viveu passou a fazer parte dele. Se havia uma pureza original de ser, ela se tornou corrompida, mas não completamente, pois havia nele, creio eu, algum átomo espiritual incorruptível, carregando consigo talvez alguma memória de suas jornadas com a divindade. Ele havia adorado em muitas casas de oração e mantido a reverência que havia prestado, e tinha estado em muitos corações, alegres e arruinados. A partir da antiga felicidade, poderia construir imagens inebriantes da vida, e a partir das antigas tristezas, poderia evocar uma sabedoria desoladora que crucificaria a alegria infantil antes que ela pudesse correr para sua luz."
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