Ida Tarbell Minerva (Amity Township, 5 de novembro de 1857 — Bridgeport, 6 de janeiro de 1944) foi uma escritora, professora e jornalista norte-americana.
Foi uma das jornalistas mais importantes do final do século XIX e do começo do século XX, sendo uma pioneira do jornalismo investigativo. Nascida na Pensilvânia no início do boom do petróleo, Tarbell é mais conhecida por seu livro de 1904, The History of the Standard Oil Company. O livro foi, originalmente, publicado em uma série de artigos na McClure's Magazine, entre 1902 e 1904, sendo considerado uma "obra-prima do jornalismo investigativo" pelo historiador J. North Conway, e o "livro mais influente sobre negócios já publicado nos Estados Unidos" pelo historiador Daniel Yergin. O livro contribuiu para a o fim do monopólio da Standard Oil e auxiliou a acelerar a assinatura da Lei Hepburn, de 1906, a Lei Mann–Elkins, a criação da Federal Trade Commission, em 1914 e a assinatura da Lei Antitruste de 1914.
Tarbell também escreveu várias biografias ao longo da carreira de 64 anos. Escreveu biografias sobre Madame Roland e Napoleão. Tarbell acreditava que "a verdade e as motivações de seres humanos poderosos podiam ser descobertas". Essa verdade, ela se convenceu, poderia ser transmitida de uma forma a "precipitar uma mudança social significativa". Escreveu diversos livros e trabalhos sobre Abraham Lincoln, incluindo aqueles que focavam em seus primeiros anos e começo de carreira. Após o escândalo da Standard Oil e o estudo da personalidade de John D. Rockefeller, ela escreveu as biografias de empresários como Elbert Henry Gary, dono da U.S. Steel, e de Owen D. Young, presidente da General Electric.
Era também uma professora e palestrante talentosa, conhecida por trabalhar com temas complexos relacionados à indústria do petróleo, como questões trabalhistas, impostos e tratando do assunto de maneira simples e direta em artigos informativos, publicado em revistas como a McClure’s e The American Magazine. Vários de seus livros se tornaram populares entre os leitores. Após uma carreira de sucesso como escritora e editora na McClure’s, tanto ela quanto vários editoras saíram da revista para comprar e publicar a The American Magazine. Tarbell viajou por todo o país dando palestras em vários assuntos que iam desde as consequências das guerras, paz mundial, política norte-americana, práticas trabalhistas e assuntos relacionados aos direitos das mulheres.
Tarbell trabalhou em várias organizações profissionais, inclusive de escrita e literatura, tendo trabalhado em dois comitês presidenciais. Durante a Primeira Guerra Mundial, trabalhou no Comitê Feminino do Conselho de Segurança Nacional do presidente Woodrow Wilson. Com o fim da guerra, trabalhou com o presidente Warren G. Harding na Conferência sobre Desemprego de 1921.
Ida Tarbell nunca se casou e é comumente considerada uma feminista devido às suas ações e discursos, ainda que ela tenha sido crítica do movimento do sufrágio universal.