Alphonse Allais (Honfleur, 20 de outubro de 1854 – Paris, 28 de outubro de 1905) foi um escritor e humorista da França.
Vida
Charles-Alphonse Allais nasceu na Normandia. Filho de um boticário, foi para Paris aos 18 anos para fazer estudos de farmácia que nunca concluiu. Por outro lado, também nunca os interrompeu, e por toda a vida manteve intensas relações com a ciência de seu tempo, normalmente para fazer pândega, mas também como colaborador de Charles Cros nos seus trabalhos sobre a fotografia policrômica.
Allais começou na literatura com pequenas “fantasias” que vendia para outros, ou que ele produzia sob pseudônimos. Publica um primeiro conto sob o seu nome aos 21 anos, em 1875, cujo título é Salmigondis, num jornal de estudantes, o Tintamarre.
Aos poucos, a sua assinatura foi aparecendo em monólogos, fábulas, sentenças, provérbios, cúmulos e falsas entrevistas nos diversos jornais humorísticos que pululavam então em Paris. Allais já chacoteava tudo e todos e glórias nacionais eram passadas no liquidificador do seu humor cáustico. Assim, La Fontaine, Vitor Hugo, Guy de Maupassant, eram algumas vítimas preferenciais de seu escárnio. Outros seriam hoje desconhecidos se não fosse pelos motejos do normando. Isto foi tão longe, que, quando outro humorista quis imitar o estilo bonachão do crítico de arte Francisque Sarcey, quem protestou foi o próprio Allais, em carta aberta: “Só duas pessoas têm o direito de assinar Sarcey: o próprio Sarcey e eu mesmo.
O nome de Allais foi crescendo, com a publicação de um número cada vez maior de contos e crônicas semanais que ele publicava em numerosos jornais, que ele mesmo reuniu em uma dúzia de coletâneas de contos, publicas de 1891 a 1902, e que não representam a metade de suas obras completas (cerca de 1 300 contos e/ou crônicas).