Retrato de Bernard Mandeville
Foto: autor desconhecido · Wikimedia Commons

Autor

Bernard Mandeville

1670–1733

Nascimento
15 de novembro de 1670, Roterdã
Morte
21 de janeiro de 1733, Hackney
Nacionalidade
República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos
Ocupação
Filósofo, economista, médico e escritor
Obras notáveis
The Fable of the Bees

Vida e obra

Bernard Mandeville, ou Bernard de Mandeville (15 de Novembro de 1670, Roterdão - 21 de Janeiro de 1733, Hackney), foi um filósofo, economista político e satírico. Nasceu na Holanda, mas viveu a maior parte de sua vida em Inglaterra, tendo usado o Inglês para a maioria das obras que publicou. Tornou-se famoso (ou infame) devido à sua obra de 1714 The Fable of the Bees: or, Private Vices, Publick Benefits (A Fábula das Abelhas: ou, Vícios privados, benefícios públicos).

Ideias

A filosofia de Mandeville gerou muita polêmica no seu tempo, e sempre foi estigmatizada como falsa, cínica e degradante. Sua principal tese é de que as ações humanas não podem ser divididas entre baixas ou elevadas. Uma vida virtuosa é apenas uma mera ficção introduzida por filósofos e líderes, governos, para simplificar e controlar as relações da sociedade. Com efeito, a virtude (que ele define como "toda a ação que o homem faz ao contrário do impulso natural, deve gerar beneficio aos outros, ou ser utilizada para conquistar suas próprias paixões, tendo com isso o homem ambição de ser bom pelo auto-controle") a virtude segundo Mandeville gera detrimento para a sociedade, seu comércio e seu progresso intelectual. Isto porque é o vício e não a virtude que determina o auto-interesse dos homens, o qual, através das invenções e da circulação de capital (economia) em conexão com os luxos e os prazeres do auto-interesse, estimula a sociedade nos seus atos rumo ao progresso.

Vícios privados, benefícios públicos

Mandeville conclui que o vício em contrapartida ás "virtudes cristãs" de seu próprio tempo, é necessária para a condição de se ter uma economia próspera. Seu ponto de vista é mais severo se contraposta ao auto-interesse de Adam Smith. Ambos, Smith e Mandeville acreditam que a ação coletiva dos indivíduos em prol do auto-interesse trazem consigo benefícios públicos. Entretanto, o que diferencia sua filosofia com a de Smith é sua relação com o benefício público e a virtude-vício dos indivíduos. Smith acredita numa virtude auto-interessada a qual os resultados geram uma cooperação invisível, mão invisível. Por outro lado, Mandeville acredita que é a ganância viciosa pela riqueza que leva a uma cooperação invisível por toda a sociedade. As relações que Mandeville qualifica dos indivíduos entre si mesmos e sua busca de auto-interesses antecipou as ideias de Smith da atitude do laissez-faire. Mandeville também clama aos políticos e governos do seu tempo para que assegurem que as paixões dos homens sejam livres e que com isso se gere benefícios públicos.

Texto: “Bernard Mandeville”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

Acervo

Livros de Bernard Mandeville

2 livros