Retrato de Bernard Shaw
Foto: Bain News Service, publisher · Wikimedia Commons

Autor

Bernard Shaw

Dramaturgo irlandês

Nascimento
26 de julho de 1856, Dublin
Morte
2 de novembro de 1950, Ayot St Lawrence
Nacionalidade
Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, Reino Unido e República da Irlanda
Ocupação
Dramaturgo, crítico de música, político, linguista e roteirista
Obras notáveis
Pigmalião · Saint Joan · Mrs. Warren's Profession · Caesar and Cleopatra

Vida e obra

George Bernard Shaw (26 de julho de 1856 – 2 de novembro de 1950), conhecido por sua insistência como Bernard Shaw, foi um dramaturgo, crítico, polemista e ativista político irlandês. Sua influência no teatro, na cultura e na política ocidentais estendeu-se da década de 1880 até sua morte e além. Ele escreveu mais de sessenta peças, incluindo obras de destaque como Homem e Super-Homem (1902), Pigmalião (1913) e Santa Joana (1923). Com um alcance que incorporava tanto a sátira contemporânea quanto a alegoria histórica, Shaw tornou-se o principal dramaturgo de sua geração e, em 1925, foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura.

Nascido em Dublin, Shaw mudou-se para Londres em 1876; ele lutou para se estabelecer como escritor e romancista e embarcou em um rigoroso processo de autoeducação. Em meados da década de 1880, ele se tornara um respeitado crítico de teatro e música. Após um despertar político, juntou-se à Sociedade Fabiana, de caráter gradualista, e tornou-se seu panfletário mais proeminente. Shaw já escrevia peças há anos antes de seu primeiro sucesso público, Armas e o Homem, em 1894. Influenciado por Henrik Ibsen, buscou introduzir um novo realismo no drama em língua inglesa, usando suas peças como veículos para disseminar suas ideias políticas, sociais e religiosas. No início do século XX, sua reputação como dramaturgo estava consolidada por uma série de sucessos de crítica e público que incluíam A Major Barbara, O Dilema do Médico e César e Cleópatra.

As opiniões expressas por Shaw eram frequentemente polêmicas; ele promoveu a eugenia e a reforma do alfabeto, e opôs-se à vacinação e à religião organizada. Ele atraiu a impopularidade ao denunciar ambos os lados da Primeira Guerra Mundial como igualmente culpados e, embora não fosse um republicano, criticou duramente a política britânica sobre a Irlanda no período pós-guerra. Essas posições não tiveram efeito duradouro em sua reputação ou produtividade como dramaturgo; os anos entre-guerras viram uma série de peças frequentemente ambiciosas, que alcançaram variados graus de sucesso popular. Em 1938, ele forneceu o roteiro para uma versão filmada de Pigmalião, pela qual recebeu um Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Seu apetite por política e controvérsia permaneceu inabalável; no final da década de 1920, ele havia renunciado em grande parte ao gradualismo da Sociedade Fabiana e frequentemente escrevia e falava favoravelmente sobre ditaduras de direita e de esquerda — expressando admiração tanto por Mussolini quanto por Stalin. Na última década de sua vida, fez menos declarações públicas, mas continuou a escrever prolificamente até pouco antes de sua morte, aos noventa e quatro anos, tendo recusado todas as honrarias do Estado, incluindo a Ordem do Mérito em 1946.

Desde a morte de Shaw, a opinião acadêmica e crítica sobre suas obras tem variado, mas ele tem sido regularmente classificado entre os dramaturgos britânicos como o segundo, atrás apenas de Shakespeare; analistas reconhecem sua extensa influência em gerações de dramaturgos de língua inglesa. A palavra shaviano entrou para a língua para sintetizar as ideias de Shaw e seus meios de expressá-las.

Texto: “George Bernard Shaw”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

Acervo

Livros de Bernard Shaw

40 livros