Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre (Le Havre, França, 19 de janeiro de 1737 – Éragny, França, 21 de janeiro de 1814), mais conhecido apenas como Bernardin de Saint-Pierre, foi um escritor e botânico francês.
Formação
Desde a infância, Bernardin mostrou um espírito inquieto e irritável, desejoso de aventuras. Após aprender línguas antigas com um padre em Caen, leu avidamente Robinson Crusoé, e resolveu viajar pelo mar. Um de seus tios, capitão de navio, que foi à Martinica, o levou a bordo, porém a fadiga do trabalho no navio tirou suas ilusões. Voltando a Havre, desgostoso da vida marítima, entrou no “Collège du Mont” (colégio dos jesuítas de Caen), estimulado pelo desejo de partir para lugares distantes, com o objetivo de converter os povos bárbaros. Seu pai abrandou seu entusiasmo, enviando-o para fazer filosofia no “Collège de Rouen”. Em seguida entrou na École nationale des ponts et chaussées, para a turma dos jovens engenheiros que o ministro da guerra estabeleceu em Versailles.
Viagens
Enviado à Düsseldorf, sua suscetibilidade e insubordinação lhe destituíram do cargo. Retornou para Havre, onde seu pai estava casado novamente, e devido desacordos com sua madrasta, Bernardin partiu para Paris em 1760, sem recursos. No ano seguinte, ele foi novamente enviado como engenheiro à Ilha de Malta, que estava sob ameça do império otomano, mas depois voltou à Paris com a intenção de ensinar matemática. Sem alunos e na pobreza, resolveu tentar a fortuna no estrangeiro, e partiu para a Holanda, e de lá para São Petersburgo, depois Polônia, para ajudar na causa de Charles Radziwill contra Estanislau II da Polônia. Em Varsóvia, encontrou a princesa Marie Miesnik, por quem se apaixonou. Posteriormente foi para Dresden, e depois Berlim, onde não conseguiu se fixar e retornou à França em novembro de 1766.