Sidonie-Gabrielle Colette (Saint-Sauveur-en-Puisaye, 28 de janeiro de 1873 — Paris, 3 de agosto de 1954) foi uma escritora e intelectual francesa. Conhecida também por suas apresentações mímicas, por seu trabalho nos palcos e como jornalista, Colette é mais lembrada por seu livro de 1944, Gigi, que foi adaptado para o cinema, em 1958 e como musical, em 1973. Uma das maiores escritoras francesas, Colette era reconhecida em seu país e na Europa por seus livros que retratavam a liberdade e a emancipação feminina.
Em 1953, ela foi eleita Grande oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra, a segunda mulher na época a conseguir tal feito.
Biografia
Colette nasceu em 1873, em Saint-Sauveur-en-Puisaye, uma pequena comuna no interior da França. Era filha de um cobrador de impostos, Jules-Joseph Colette, e sua esposa, Adèle Eugénie Sidonie. Colette estudou em uma escola pública da região dos 6 aos 17 anos. Inicialmente, sua família era abastada, mas o péssimo gerenciamento das finanças os levou à pobreza ao longo dos anos.
Em 1893, Colette se casou com Henry Gauthier-Villars (1859 – 1931), conhecido escritor e editor que usava o pseudônimo de "Willy". Os primeiros quatro livros de Colette - Claudine à l'école (1900), Claudine à Paris (1901), Claudine en ménage (1902) e Claudine s'en va (1903) – foram todos publicados com o pseudônimo do marido.
Seus primeiros livros eram romances de formação, desde a adolescência até a idade adulta de sua heroína titular, Claudine, uma moça de 15 anos pouco convencional para a época que cresceu em uma vila na Borgonha que passa a frequentar os salões literários de Paris. Os livros possuem um tom semi autobiográfico, ainda que Claudine, diferente de Colette, não tenha mãe. Colette chegou a dizer que não teria se tornado uma escritora se não fosse por Willy.