Autor
Confucius
Filósofo chinês do século V a.C.
- Nascimento
- 552 a.C., Qufu
- Morte
- 479 a.C., Si River
- Nacionalidade
- Lu
- Ocupação
- Filósofo e escritor
- Movimento
- Confucionismo
- Obras notáveis
- Analectos de Confúcio
Vida e obra
Confúcio (孔子, Kǒngzǐ; tradicionalmente c. 551–479 a.C.) foi um filósofo, educador e funcionário do Estado de Lu, na China do Período das Primaveras e Outonos. Em meio às disputas entre governantes e famílias nobres, ensinou que a autoridade deveria se apoiar na virtude e no exemplo, e que os ritos só tinham valor quando praticados com sinceridade. Recebeu alunos de diferentes origens sociais e fez do estudo dos textos antigos, da música e da reflexão sobre a conduta uma formação para a vida pública. Seus ensinamentos deram origem ao confucionismo e influenciaram a educação, a ética e a política da China e de outras sociedades do Leste Asiático por mais de dois milênios.
Os relatos biográficos afirmam que Confúcio perdeu o pai aos três anos e enfrentou dificuldades na juventude. Por volta dos trinta anos, começou a ensinar e se tornou conhecido como especialista nos ritos. Fontes antigas lhe atribuem os cargos de administrador de Zhongdu e ministro da justiça em Lu, embora a extensão de sua atuação pública seja debatida. Depois de deixar o Estado, percorreu outras cortes durante catorze anos em busca de um governante disposto a aplicar suas propostas. Regressou a Lu, onde se dedicou aos alunos e aos textos clássicos até morrer.
Confúcio defendia o retorno ao caminho dos antigos reis, aos ritos da dinastia Zhou e ao exemplo do Duque de Zhou, condenando as usurpações de poder por nobres e subordinados. Preferia governar pela educação moral ao emprego de penas severas. Ensinava a benevolência (ren), a piedade filial, a lealdade, a reciprocidade, a sabedoria e a coragem, com atenção ao autocontrole, ao ritual (li) e à doutrina do meio. A máxima "não imponha aos outros o que não deseja para si" resume um de seus ensinamentos. Voltava suas perguntas à vida humana, dava valor à sinceridade nos ritos e aceitava estudantes de origens sociais distintas, ajustando o ensino a cada um. A tradição fala em três mil discípulos, dos quais 72 teriam dominado as seis artes. Entre os mais próximos estavam Yan Hui, Zilu, Zigong e Zixia. Confúcio conhecia profundamente os ritos e a música, evitava falar de prodígios e espíritos, mas participava com cuidado dos sacrifícios e via em sua missão a vontade do Céu. A tradição lhe atribuiu a edição dos Cinco clássicos e a composição dos Anais de Primavera e Outono. A tradição atribuiu a seus seguidores a coleta de ditos e episódios que, com acréscimos posteriores, formariam os Analectos.
O pensamento de Confúcio deu origem ao confucionismo e passou a integrar a cultura política dos Estados burocráticos chineses por mais de dois milênios. Seus discípulos o reverenciavam como sábio, e governos posteriores o homenagearam com sacrifícios e títulos como "Mestre supremo" e "Rei Wenxuan". Seus descendentes receberam privilégios e o título hereditário de duque Yansheng. Durante o Movimento da Nova Cultura, intelectuais pediram o fim da "loja da família Kong" e associaram Confúcio ao autoritarismo patriarcal. Na campanha de Criticar Lin, Criticar Confúcio, na década de 1970, foi acusado de defender a escravidão. Sua reputação voltou a crescer a partir dos anos 1980. Seus ensinamentos circularam na Coreia, no Vietnã e no Japão; pensadores europeus do Iluminismo também recorreram a eles. Bertrand Russell comparou o alcance de sua obra ao de Buda, Jesus e Maomé.
Texto: “Confúcio”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

