Retrato de Duarte Galvão
Foto: autor desconhecido · Wikimedia Commons

Autor

Duarte Galvão

1446–1517

Nascimento
1446, Évora
Morte
9 de junho de 1517
Nacionalidade
Reino de Portugal
Ocupação
Diplomata, escritor e historiador

Vida e obra

Duarte Galvão (Évora, 1446 – Camarão, 9 de Junho de 1517) foi um cronista e diplomata português.

Biografia

Filho de Rui Galvão e de sua mulher Branca Gonçalves, era irmão de D. João Galvão, 36.º Bispo de Coimbra e 1.º Conde de Arganil de juro e herdade.

Fidalgo da Casa Real, e Comendador da Ordem de Santiago, foi Cronista-Mor do Reino de Portugal em 1460, autor da Crónica de D. Afonso Henriques, Secretário de D. Afonso V de Portugal e de D. João II de Portugal, Alcaide-Mor do Castelo de Leiria, Embaixador ao Imperador Maximiliano I do Santo Império Romano, ao Rei Luís XII de França e ao Papa Alexandre VI, etc.

Este cronista, adepto dos ideais de Joaquim da Flora, um abade italiano ligado ao culto do Espírito Santo e da ideia do Quinto Império, está bastante ligado aos ideais de mistificação do Império português. A sua única obra conhecida é a Chronica do Muito Alto e Muito Esclarecido Príncipe D. Afonso Henriques, Primeiro Rey de Portugal, de 1505.

Em 1515, já septuagenário, foi nomeado para chefiar a embaixada enviada à Etiópia, ao famoso Preste João, acompanhando o regresso de Mateus, emissário da rainha Helena ao rei D. Manuel I de Portugal, onde seguia na companhia do padre Francisco Álvares. A embaixada partiu a 7 de Abril na Armada do novo governador da Índia Lopo Soares de Albergaria, que em 1517 no Mar Vermelho falhou a tentativa de os desembarcar. Duarte Galvão faleceu aí em Dezembro, antes de chegar ao destino, na Ilha do Camarão, embora durante alguns anos não se soubesse em Portugal que tinha morrido. Para o substituir foi nomeado D. Rodrigo de Lima, que chegou à Etiópia em Abril de 1520.

Texto: “Duarte Galvão”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

Acervo

Livros de Duarte Galvão

1 livro