Endre Ady (Érmindszent, Szatmár megye, 22 de novembro de 1877 — Budapeste, 27 de janeiro de 1919) foi um poeta, contista e jornalista húngaro da viragem do século XIX. Considerado por muitos como o maior poeta húngaro do século XX, inaugurou a era do lirismo moderno na Hungria. Ficou conhecido pelas firmes convicções no progresso e no desenvolvimento social e pela exploração poética de questões fundamentais da experiência europeia moderna como o amor, a temporalidade, a fé, a individualidade e o patriotismo.
Infância e juventude
Nascido no seio de uma família da pequena nobreza, já depauperada, na pequena aldeia de Érmindszent, hoje em dia conhecida como Endre Ady, em sua homenagem, situando-se presentemente na comuna romena de Căuaș.
Nasceu com polidactilia, contando originalmente com seis dedos em cada mão, de sorte que, por ordem dos pais, a parteira lhe amputou os dedos excedentes, marcando-o com cicatrizes que conservou para o resto da vida.
Até aos nove anos, frequentou a escola calvinista de Érmindszent, por inclinação da mãe, oriunda de uma família conservadora calvinista. No entanto, concluiu o ensino primário numa escola de confissão católica, tendo de seguida ingressado para um liceu igualmente católico, na cidade de Nagykároly.
Por causa da sua incontrolável tendência para o álcool e para os relacionamentos clandestinos com mulheres, os pais viram-se na contingência de o transferir novamente para um ambiente conservador calvinista, de modo que, ainda antes de acabar o ensino secundário, foi recambiado para o liceu calvinista da cidade de Zilah, actualmente chamada Zalău e também integrada em território romeno.