Filippo Tommaso Marinetti (Alexandria, 22 de dezembro de 1876 – Bellagio, 2 de dezembro de 1944) foi um escritor, poeta, editor, ideólogo, jornalista e ativista político italiano. Foi o fundador do movimento futurista, cujo manifesto foi publicado no jornal parisiense Le Figaro, em 20 de fevereiro de 1909.
Biografia
Italiano nascido na cidade egípcia de Alexandria, em 1876, era filho de Enrico Marinetti, um advogado de Piemonte e Amalia Grolli, filha de um professor de literatura de Milão. Seu amor pela literatura surgiu ainda na escola. Sua mãe era uma ávida leitora de poesia e introduziu o filho aos clássicos italianos e europeus. Aos 17 anos, criou uma revista na escola, chamada Papyrus, mas ele foi ameaçado de expulsão pelos jesuítas por ter publicado Émile Zola na revista.
Concluiu os estudos no Egito e depois seguiu para Paris, onde estudou na Sorbonne, formando-se em 1894. Em seguida, formou-se em direito pela Universidade de Pavia, em 1899. Filippo decidiu não trabalhar como advogado para poder se concentrar na literatura. Inicialmente, praticou com vários gêneros, sempre assinando como "Filippo Tommaso Marinetti".
Carreira
Suas primeiras obras foram poemas que escreveu para revistas literárias e, mais tarde. para sua própria revista - Poesia. Publicou no jornal Le Figaro (1909), de Paris, um famoso manifesto em que mostrou sua oposição às fórmulas tradicionais e acadêmicas, expondo a necessidade de abandonar as velhas fórmulas e criar uma arte livre e anárquica, capaz de expressar o dinamismo e a energia da moderna sociedade industrial, que é considerado o texto fundador do movimento futurista. Este não foi o único movimento italiano de vanguarda, tendo sido no entanto o mais radical de todos, por pregar ruidosamente a antitradição. Indicava que as artes demolissem o passado e tudo o mais que significasse tradição, e celebrassem a velocidade, a era mecânica, a eletricidade, o dinamismo, a guerra.