Autor
Fanny Kemble
Atriz e escritora britânica
- Nascimento
- 27 de novembro de 1809, Londres
- Morte
- 15 de janeiro de 1893, Londres
- Nacionalidade
- Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
- Ocupação
- Dramaturga, escritora, diarista, atriz de teatro e abolicionista
Vida e obra
Frances Anne Kemble (Londres, 27 de novembro de 1809 — Londres, 15 de janeiro de 1893), foi uma atriz e escritora britânica.
Juventude e carreira de atriz
Um membro da renomada família Kemble do teatro, Fanny era a filha mais velha do ator Charles Kemble e sobrinha da atriz de tragédias Sarah Siddons e do ator John Philip Kemble. Sua irmã mais nova foi a cantora de ópera Adelaide Kemble. Fanny nasceu em Londres e foi educada principalmente na França.
Em 26 de outubro de 1829, Fanny Kemble apareceu pela primeira vez no palco como Julieta, no Covent Garden. Sua personalidade atraente fez dela logo uma atriz popular, permitindo a seu pai recuperar suas perdas financeiras como gerente do teatro. Ela interpretou todos os principais papéis para mulheres, principalmente os de Pórcia, Beatrice e Lady Teazle, mas talvez seu maior papel, não como protagonista, foi especialmente escrito para ela, quando interpretou Julia no The Hunchback, de James Sheridan Knowles.
Casamento e divórcio
Em 1832, Fanny acompanhou seu pai em uma turnê teatral pelos Estados Unidos. Quando esteve em Boston, em 1833, teve a oportunidade de viajar para Quincy usufruindo da tecnologia revolucionária da primeira ferrovia comercial dos Estados Unidos. Descreveu sua visita à Granite Railway em seu diário.
Em 1834, se retirou do palco para se casar com o americano, Pierce Butler, neto do Pai Fundador Pierce Butler, e herdeiro de uma grande fortuna baseada no algodão, tabaco e arroz. Quando se casaram, ele não era um senhor de escravos, porém, quando suas duas filhas nasceram, Sarah e Frances, Pierce Butler herdou de seu avô as plantações de Sea Island e várias centenas de escravos que trabalhavam nelas. Fanny acompanhou-o à Geórgia durante o inverno de 1838-1839, e ficou chocada com as condições dos escravos e seu tratamento. Tentou melhorar suas condições e se queixou a seu marido sobre a escravidão. Quando deixou suas plantações na primavera de 1839, as discussões sobre a escravidão e as tensões conjugais continuaram. O casal se divorciou em 1849, com Butler mantendo a custódia das duas filhas, até atingirem a maioridade. Fanny reuniu-se com cada uma de suas filhas quando completaram vinte e um anos.
Texto: “Fanny Kemble”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.
Acervo
Livros de Fanny Kemble
1 livro

