Henry Gréville (Paris, 12 de outubro de 1842 - Boulogne-sur-Mer, 26 de maio de 1902), foi o pseudônimo de 'Alice Marie Céleste Durand, nascida Fleury, uma escritora francesa.
Biografia
Filha de Jean Fleury, um professor, Alice acompanhou seu pai quando ele foi lecionar na Universidade Estatal de São Petersburgo, na Rússia, e ali estudou línguas e ciências. Em 1857, casou com Émile Durand, um professor de francês de São Petersburgo, com quem retornou à França em 1872.
Alice começou a escrever para o Jornal de São Petersburgo, publicando alguns romances, tais como À travers les champs e Sonia, e na França, adotando o pseudônimo Henry Gréville, em homenagem à cidade de seus pais, continuou sua produção literária, com os romances Dosia (1876) e L'Expiation de Savéli (1876), retratando a sociedade russa.
Seus romances foram publicados na Revue des Deux Mondes, Le Figaro, Nouvelle revue, Journal des débats, Le Temps (1861-1942). Dosia recebeu o prêmio Montbon e teve várias edições, com traduções em vários idiomas.
Autora de sucesso em sua época, seu manual Instruction morale et civique pour les jeunes filles foi reeditado 28 vezes entre 1882 e 1891.
Ela morreu de uma congestão, enquanto aguardava tratamento em Boulogne-sur-mer.
Considerações críticas
Jules Amédée Barbey d'Aurevilly consagrou a ela um capítulo de seus Bas bleus:
Guy de Maupassant disse sobre ela:
Henry Gréville em língua portuguesa
Há várias obras de Gréville traduzidos para a língua portuguesa, entre elas:
O Anjo Bom, Editora Tecnoprint
Ariadna, Centro da Boa Imprensa, 1925.
Sônia (Sonia), Companhia Editora Nacional, Biblioteca das Moças, 1929, tradução de Jorge Jobim.