Retrato de J.-K. Huysmans
Foto: Frédéric Boissonnas / André Taponier · Wikimedia Commons

Autor

J.-K. Huysmans

1848–1907

Nascimento
5 de fevereiro de 1848, Paris
Morte
12 de maio de 1907, Paris
Nacionalidade
França
Ocupação
Escritor, crítico de arte, romancista, autor e crítico literário
Movimento
Naturalismo, Decadentismo e simbolismo
Obras notáveis
Nas Profundezas (livro) · À rebours

Vida e obra

Joris-Karl Huysmans (pronúncia em francês: ​[[Wikipédia:AFI para francês|ɥismɑ̃ːs]]) (Paris, 5 de fevereiro de 1848 – Paris, 12 de maio de 1907) foi um escritor francês, cujos principais romances sintetizam fases sucessivas da vida estética, espiritual e intelectual da França do final do século XIX. Notável pela escrita considerada excepcional por sua idiossincrasia no uso da língua francesa, com amplo vocabulário, descrições, sátiras e grande erudição. O crítico Ford Maddox Ford referiu-se a Huysmans como "um artista maior do que Zola", e afirmou: "deixou as catedrais e as estradas deste mundo em 1907, e não suponho que se ouvirá, ao menos uma vez, em qualquer época, seu nome mencionado em reuniões literárias".

Os primeiros trabalhos de Huysmans foram influenciados por romancistas naturalistas contemporâneos, como seu grande amigo Émile Zola. No entanto, logo tornou-se o principal representante do Decadentismo com a publicação de Às Avessas em 1884. Sua obra se volta a um profundo pessimismo fin de siècle (fim do século), inspirado pela filosofia de Arthur Schopenhauer. Integra o movimento simbolista e se interessa pelo sobrenatural, pendendo ao Satanismo no romance Là-bas (1981), antes de se converter ao Catolicismo. Em seus últimos anos, seus romances refletiram amplo estudo sobre a religião católica e a conversão religiosa, como observado nos romances En route (1895), La Cathédrale (1898) e L'Oblat (1903). Nesses trabalhos, vemos a expressão de sua intensa busca espiritual, sua nostalgia pela Idade Média e um grande conhecimento pela arte medieval.

Sua obra é atravessada por um grande pessimismo e uma aversão pela realidade e por sua época, que Huysmans procura compensar com a paixão pela Arte e, mais tarde, pela fé. Com o mesmo personagem desiludido, entendiado e angustiado, em busca de remediar suas crises melancólicas e atormentado por sonhos estranhos, traz um estilo original e característico, com palavras incomuns, sintaxe deturpada e expressões excêntricas.

Paralelamente, foi crítico de arte, defensor da pintura impressionista, simbolista, depreciador da pintura acadêmica, mas ainda admirador da pintura flamenga e da arte gótica.

Texto: “Joris-Karl Huysmans”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

Acervo

Livros de J.-K. Huysmans

6 livros