Retrato de Jules Michelet
Foto: Thomas Couture · Wikimedia Commons

Autor

Jules Michelet

1798–1874

Nascimento
22 de agosto de 1798, Rue Saint-Denis
Morte
9 de fevereiro de 1874, Hyères
Nacionalidade
França
Ocupação
Historiador, arquivista, escritor, diarista e professor
Movimento
Romantismo
Obras notáveis
Introduction à l'Histoire universelle · Histoire de France · Histoire de la revolution francaise · A Feiticeira (Jules Michelet)

Vida e obra

Jules Michelet (Paris, 21 de agosto de 1798 – Paris, 9 de fevereiro de 1874) foi um historiador e filósofo francês.

Biografia

Nasceu em Paris, em uma família de tradições huguenotes. Seu pai era mestre-impressor, arruinado pelas restrições de Napoleão contra a imprensa. Jules auxiliou o pai nos trabalhos tipográficos. Recusou um lugar na Tipografia Imperial, preferindo impor-se sacrifícios para estudar no Lycée Charlemagne, onde se destacou. Em 1821, obteve sucesso na agregação das letras e logo foi nomeado professor de História no Collège Rollin. Casou-se em 1824.

Michelet vivia em um período favorável para eruditos e homens de letras na França, tendo como aliados figuras como Abel-François Villemain e Victor Cousin. Embora influenciado pelo republicanismo de seu pai, destacou-se principalmente como homem de letras e investigador da história. Suas primeiras obras foram manuais escolares, entre eles o Quadro Cronológico da História Moderna de 1453 a 1739 (1825), os Quadros Sincrônicos da História Moderna de 1453 a 1648 (1826) e o Compêndio de História Moderna (1827). No mesmo ano, tornou-se mestre de conferências da École Normale Supérieure.

Com a ascensão de seus antigos professores François Guizot e Villemain em 1830, foi nomeado para os Arquivos Nacionais da França e tornou-se suplente de Guizot na Sorbonne. Em 1831, publicou a audaciosa Introdução à História Universal, onde expôs sua visão da história como um longo combate da liberdade contra a fatalidade.

Últimos anos

No período do Segundo Império Francês, publicou obras de história natural em estilo lírico e moralista, como As Mulheres da Revolução (1854), Os Pássaros (1856), O Inseto (1857), O Amor (1859), A Mulher (1860), O Mar (1861), A Montanha (1868) e A Bruxa (1862). Sua obra buscava a alma dos fatos e também da natureza, influenciando o romantismo republicano francês.

Texto: “Jules Michelet”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

Acervo

Livros de Jules Michelet

7 livros