Retrato de Marcelino Mesquita
Foto: Vdp · Wikimedia Commons

Autor

Marcelino Mesquita

Escritor português

Nascimento
1 de setembro de 1856, Cartaxo
Morte
7 de junho de 1919, Lisboa
Nacionalidade
Portugal e Reino de Portugal
Ocupação
Jornalista, poeta, médico escritor e escritor

Vida e obra

Marcelino António da Silva Mesquita (Cartaxo, Cartaxo, 1 de setembro de 1856 – São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 7 de julho de 1919) foi um dramaturgo português.

Vida

Era filho de António da Silva Mesquita, natural de Mação (freguesia do Carvoeiro), e de Ana Inácia, também natural da freguesia e concelho do Cartaxo, proprietários da Quinta da Ribeira, onde Marcelino passará extensas temporadas ao longo da vida, e do Pinhal da Rola, em Pontével.

Frequentou por 4 anos o Seminário de Santarém, a Escola Politécnica e a Escola Médico-Cirúrgica, tendo-se formado em Medicina em 1884. No entanto, Marcelino Mesquita notabilizou-se como poeta, jornalista, escritor, dramaturgo, político e deputado pelo Círculo Eleitoral do Cartaxo (1886-1892). Frequentou o Curso Superior de Letras, onde conheceu Teófilo Braga e outros intelectuais da época.

Foi diretor da revista A Comédia Portuguesa começada a publicar em 1888, e diretor literário da Parodia: comedia portugueza (1903-1907), quando, em 1903, a sua revista se "funde" com a A Paródia (1900-1902) de Rafael Bordalo Pinheiro."

Marcelino Mesquita colaborou ainda em diversas publicações periódicas, nomeadamente: Ribaltas e Gambiarras (1881), Jornal do domingo (1881-1883), Branco e Negro (1896-1898), Serões (1901-1911), Revista do Conservatório Real de Lisboa (1902), A Imprensa (1885-1891), Revista de turismo iniciada em 1916, e no quinzenário A Voz do Comércio (1929-1941).

A 15 de setembro de 1886, casou na igreja paroquial de São José, em Lisboa, com Maria Rufina Teixeira Marques (Santa Justa, Lisboa, c. 1866), que viria a ser dama enfermeira em França (Biarritz) durante a I Guerra Mundial, filha de Joaquim António Teixeira Marques e Ana de Araújo Couto Teixeira Marques, ambos naturais de Lisboa. Por sentença de 11 de maio de 1916, os dois divorciaram-se litigiosamente. Deste casamento nasceu uma filha, que morreu ao fim de poucos meses. Rapidamente abandona a vida conjugal quando conhece Alexandrina Alves Ferreira, com menos dez anos, filha de um casal luso-americano, com quem teve uma filha, Inês, apelidada Tininha. Alexandrina manteve sempre residência própria na Rua do Cabo, mas cuidou da filha, Inês, ao longo da vida. Em Lisboa, Marcelino Mesquita residia no n.º 198 da Rua das Amoreiras (atualmente Rua Prof. Sousa da Câmara), mas a sua residência oficial era a Quinta da Ribeira, em Pontével, herdada dos pais.

Texto: “Marcelino Mesquita”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

Acervo

Livros de Marcelino Mesquita

1 livro