Martinho Lutero (Eisleben, 10 de novembro de 1483 – 18 de fevereiro de 1546) foi um frade agostiniano e professor de teologia alemão cuja crítica às indulgências ajudou a desencadear a Reforma Protestante. Em 1517, suas 95 Teses abriram uma controvérsia sobre o perdão dos pecados e a autoridade da Igreja. O debate se espalhou entre governantes e fiéis e contribuiu para romper a unidade do cristianismo ocidental.
Lutero ensinava que a salvação é um dom de Deus, recebido pela fé em Jesus Cristo, e que a Bíblia deveria orientar a vida cristã. Sua recusa a retirar suas ideias levou à excomunhão e à proscrição no Sacro Império Romano-Germânico. Protegido por governantes da Saxônia, continuou a escrever, pregar e orientar comunidades que adotaram a Reforma.
Ao traduzir a Bíblia para o alemão, procurou tornar seu texto compreensível a um público mais amplo. Seus catecismos e hinos levaram seus ensinamentos das universidades às casas e aos cultos. Sua escrita marcou a formação do alemão moderno, enquanto as comunidades surgidas da Reforma se espalharam para além dos territórios alemães.
Lutero apoiou a repressão da revolta camponesa de 1524 e 1525 e, em seus últimos anos, publicou ataques aos judeus que defendiam medidas violentas contra eles. Seu legado reúne profundas mudanças religiosas e culturais e conflitos que continuam a suscitar estudo e debate.