Olive Emilie Albertina Schreiner (Wittebergen, Colônia do Cabo, 24 de março de 1855 - Wynberg, Cidade do Cabo, 11 de dezembro de 1920) foi uma escritora, pacifista e ativista política sul-africana, cujo interesse pelos Direitos Humanos e, especialmente, pelos direitos das mulheres a fez participar de inúmeras mobilizações em prol de garantias econômicas e sociais e da igualdade entre ambos os sexos. Em 1883, publicou o que é considerado o primeiro grande romance sul-africano, The Story of an African Farm (A história de uma fazenda africana).
Primeiros anos e juventude
Schreiner nasceu em 1855, filha do casal missionário Rebecca Lyndall e Gottlob Schreiner, na estação da Sociedade Missionária Wesleyana, perto de Herschel, Cabo Oriental, África do Sul, e foi a nona de doze filhos. Devido a muitos fatores, ela teve uma infância difícil. Seu pai era um homem nobre e de bom temperamento, mas pouco prático, enquanto sua mãe buscou incutir em seus filhos uma educação rigorosa baseada na autodisciplina, um sistema que ela mesma havia sido forçada a seguir e respeitar em sua juventude. Olive, portanto, recebeu grande parte de sua educação de sua mãe. Um de seus irmãos, Fred, foi educado na Inglaterra e se tornou diretor de uma escola em Eastbourne.
Quando tinha seis anos, seu pai foi transferido para Healdtown, no Cabo Oriental, para assumir o comando de um instituto de ensino e treinamento local. Como acontecia com muitos de seus empreendimentos, ele não tinha qualificação para o cargo e foi demitido por não cumprir as políticas e regulamentos missionários. Assim, foi forçado, pela primeira vez, a trabalhar para sobreviver, e tento iniciar um projeto próprio. No entanto, fracassou novamente e perdeu tudo um ano, deixando sua família em extrema pobreza.