Paul Louis Charles Claudel (Aisne, 6 de agosto de 1868 – Paris, 23 de fevereiro de 1955) foi um diplomata, dramaturgo e poeta francês, membro da Academia Francesa de Letras e galardoado com a grã-cruz da legião de honra. É considerado importante como escritor católico.
Biografia
Paul Claudel nasceu em Aisne, na localidade de Villeneuve-sur-Fère. Sua família paterna era composta por fazendeiros e funcionários públicos, mas seu pai, Louis Prosper Claudel, lidava com hipotecas e transações bancárias. Sua mãe, Louise Athanaïse Cécile Cerveaux, provinha de uma família muito católica, também de fazendeiros, de Champagne, onde Paul viveu na infância.
Em 1881, seus pais se mudaram para Paris, onde Paul e sua irmã passaram a viver, em uma casa de classe média.
Em 1886, Paul Claudel, que tinha 18 anos e até então era ateu, converteu-se ao catolicismo, no Natal, ao ouvir o coro da catedral de Notre-Dame de Paris. Ele se emocionou ao ver que todos tinham fé e oravam para um Deus que até então ele não queria conhecer, e viu que poderia contar com a ajuda do poder invisível, do amor ao Criador. A leitura das Illuminations de Arthur Rimbaud, a quem chamou de «místico em estado selvagem», também o influenciou na sua "conversão".
Apesar de ter pensado em tornar-se monge beneditino, acabou por optar por uma vida mais mundana, seguindo a carreira diplomática, tendo servido de 1893 a 1936. Foi vice-cônsul em Nova Iorque, em Boston, Praga, Frankfurt am Main e Hamburgo. Foi cônsul na China (1895-1909).
Em março de 1906, casou com Reine Sainte-Marie Perrin e teve filhos com ela, num casamento feliz.