Pierre Eugène Drieu La Rochelle (pron.: [dʁjø la ʁɔʃɛl]; Paris, 3 de janeiro de 1893 - Paris, 15 de março de 1945) foi um escritor francês, autor de romances, contos e ensaios políticos. Defensor do fascismo francês na década de 1930, e foi um notório colaboracionista durante a ocupação alemã.
Biografia
Drieu nasceu no 10º arrondissement de Paris de uma família pequeno-burguesa, de ideias nacionalistas. Seu pai, Emmanuel Drieu la Rochelle (1863-1934), era advogado e pertencia a uma velha família normanda, cujo ancestral, Pierre Drieu (1771-1845), servira no batalhão da Mancha (1791-1814) e, na caserna, recebera o apelido de "La Rochelle", o qual incorporou ao nome dos seus descendentes. Sua mãe, Eugénie-Marie Lefèvre (1871-1925), era filha de um arquiteto.
Instalada na Cité Malesherbes, 9º arrondissement de Paris, a família acaba por se desfazer, em consequência de problemas conjugais e financeiros. O pai volta para sua antiga amante, depois de ter dilapidado o dote de sua esposa. Nessas circunstâncias, o avô materno, Eugène Lefèvre (1839-1915), torna-se o único refúgio afetivo para o jovem Pierre, que tornar-se-á um leitor de Stendhal e Maurice Barrès, logo adquirindo o gosto pela escrita.
Ainda menino, tem dificuldades para entender o rumoroso Caso Dreyfus, bem como todo o debate entre dreyfusards e antidreyfusards. No entanto, pôde testemunhar o antissemitismo virulento de sua avó paterna, Sophie Lefèvre (1847-1913), e o conservadorismo de sua família, que então se exprimem abertamente.