Retrato de Vivant Denon
Foto: Robert Lefèvre · Wikimedia Commons

Autor

Vivant Denon

Artista, escritor, diplomata e arqueólogo francês

Nascimento
4 de janeiro de 1747, Chalon-sur-Saône
Morte
27 de abril de 1825, antigo 10.º distrito de Paris
Nacionalidade
França
Ocupação
Historiador de arte, egiptólogo, diplomata, escritor de viagens e desenhista
Obras notáveis
Point de lendemain

Vida e obra

Dominique Vivant, Barão Denon - mais conhecido por Vivant Denon (Chalon-sur-Saône, 4 de janeiro de 1747 — Paris, 27 de abril de 1825) foi um pintor, arqueólogo, escritor e diplomata francês.

Da riqueza à penúria

Depois de haver freqüentado as academias de vários artistas da capital francesa quando foi apresentado no Palácio de Versalhes, sendo ali notado pelo rei Luís XV, que o nomeou aos 21 anos Cavalheiro ordinário do Rei (gentilhomme ordinaire) sendo intendente de uma coleção de pedrarias antigas, passando por valido de Pompadour.

Durante os anos de 1773-74 participou de missões diplomáticas na Rússia.

Em 1769 fez encenar sua comédia "Julie, ou Le bon père", que não teve grande repercussão, diferentemente do conto libertino "Point de lendemain", publicado anonimamente em 1777, que tornou-se um sucesso do gênero.

Após a missão russa, participou de outra na Suíça, aproveitando para travar amizade com Voltaire, onde pinta seu famoso quadro "Almoço de Ferney", e retrata o célebre filósofo. Tinha como meta o conhecimento dos grandes mestres e então parte para Florença.

Permanece em Nápoles, como secretário da embaixada francesa, até 1785, ano em que revende a Luís XV uma coleção de vasos etruscos, entrando para a Real Academia de Pintura e Escultura, como gravador.

Muda-se para Veneza onde estabelece moradia; ali dedica-se à pintura e ao ensino da gravura, bem como à pesquisa de objetos arqueológicos para sua coleção. Também freqûenta o salão de Isabella Teotochi Marine, de quem caíra nas graças.

Estava ainda na Itália quando toma conhecimento da eclosão da Revolução Francesa (julho de 1793), o que fez retornasse imediatamente a Paris. Ali descobre que de gentilhomme e rico, passara a ser considerado dentre os emigrantes, com todos os seus bens desapropriados pelos revolucionários. Vagabundeia pelos arredores da capital, sobrevivendo com alguns desenhos, e encontrou um benfeitor em Jacques Louis David, o pintor da Revolução, e obteve a restituição dos seus bens com Robespierre, bem como tirado o nome da lista dos "emigrados". Nesta época conhece Josefina Beauharnais, por intermédio de quem é apresentado a Napoleão.

Texto: “Vivant Denon”, da Wikipédia, a enciclopédia livre, sob a licença CC BY-SA 4.0. Datas e fatos: Wikidata.

Acervo

Livros de Vivant Denon

1 livro